Transformando Vidas: O Trabalho Prisional em Rondônia
Marcus Rito é um servidor público brasileiro que atualmente ocupa o cargo de Secretário de Estado da Justiça (Sejus) no estado de Rondônia. Ele assumiu essa posição em março de 2020, após a exoneração de Etelvina da Costa Rocha, que inicialmente havia sido nomeada para o cargo.

Antes de se tornar secretário, Marcus Rito ocupou cargos em áreas de gestão do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e também foi Coordenador de Atividades de Biometria e Documentação Civil do Conselho Nacional de Justiça no Programa Justiça Presente. Além disso, ele foi recentemente eleito presidente do Conselho Nacional de Secretários de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej) para o mandato de 2023/2024. Sua trajetória profissional demonstra seu compromisso com a área de justiça e direitos humanos.
Introdução: No cenário do sistema penal brasileiro, o trabalho prisional emerge como uma ferramenta essencial não apenas para a ressocialização dos indivíduos privados de liberdade, mas também para a redução da reincidência criminal e a promoção da segurança pública. No estado de Rondônia, essa abordagem ganha destaque, impulsionada por uma gestão comprometida e uma visão articulada entre os diversos setores da administração pública.
O Impacto do Trabalho Prisional: Em um evento recente sobre trabalho prisional, o Secretário Mauro e outros parceiros destacaram a importância dessa iniciativa, evidenciando o papel transformador que o trabalho exerce no contexto penitenciário. Além de promover a reinserção social dos detentos, o trabalho prisional contribui para a manutenção da ordem dentro das unidades, reduzindo a influência de facções criminosas e preparando os indivíduos para uma vida produtiva após o cumprimento da pena.
A Experiência de Rondônia: Rondônia desponta como um exemplo notável nesse cenário, ocupando o terceiro lugar nacional em percentual de presos trabalhando. Essa conquista é fruto de uma série de iniciativas e parcerias estratégicas estabelecidas pela gestão estadual. Desde a execução do Programa de Capacitação Profissional (PROCAP) até a articulação de convênios com diversos órgãos públicos, Rondônia tem investido na qualificação e inserção laboral dos detentos.
Articulação Interinstitucional e Transversalidade: Um dos pilares fundamentais dessa abordagem é a articulação interinstitucional, que envolve não apenas a Secretaria de Justiça, mas também outros órgãos e entidades, como saúde, educação e infraestrutura. Essa colaboração transversal permite a criação de oportunidades de trabalho tanto dentro quanto fora das unidades prisionais, ampliando as perspectivas de reinserção dos detentos.
Modelos de Contratação e Remuneração: Rondônia adota diversos modelos de contratação de mão de obra carcerária, que vão desde convênios com órgãos públicos até parcerias com empresas privadas. Essas parcerias não apenas proporcionam uma fonte de renda para os detentos, mas também geram recursos para o Fundo Penitenciário Estadual, que é reinvestido em melhorias na infraestrutura e nas condições de trabalho nas unidades prisionais.
Inovações e Resultados: Além das oportunidades de emprego, Rondônia também investe na qualificação profissional dos detentos, por meio de parcerias com instituições de ensino e programas de capacitação técnica. Essa abordagem tem gerado resultados significativos, não apenas em termos de redução da reincidência criminal, mas também na promoção da dignidade e ressocialização dos indivíduos privados de liberdade.
Conclusão: O trabalho prisional em Rondônia é um exemplo inspirador de como a articulação entre os diversos atores sociais pode transformar positivamente o sistema penal. Por meio de parcerias estratégicas, investimentos em qualificação profissional e uma visão integrada de reinserção social, o estado tem obtido resultados concretos na promoção da segurança pública e na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
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