Detentos podem receber dinheiro de familiares — chamado pecúlio carcerário. O valor fica em conta administrada pela unidade e o detento usa para comprar itens permitidos na cantina interna.
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Como funciona o pecúlio carcerário
- Cada detento tem uma conta individual administrada pela unidade prisional
- Familiares cadastrados podem depositar valores
- O detento pode sacar somente para comprar produtos na cantina da unidade
- Saldos não usados ficam disponíveis até o dia da soltura
- Em alguns estados, parte do dinheiro fica retido como reserva para o dia da liberdade
Formas comuns de envio (variam por estado)
São Paulo (SAP-SP)
- Depósito bancário em conta específica da unidade
- Cadastro prévio do familiar como depositante
- Valor máximo: definido pela SAP (geralmente R$ 200-500 por depósito)
- Comprovante de depósito + dados detento (nome, matrícula, unidade)
Rio de Janeiro (SEAP-RJ)
- Depósito em conta na Caixa Econômica Federal
- Sistema NETPECÚLIO (sistema próprio do estado)
- Necessário cadastro prévio do familiar
- Documento + matrícula do detento
Minas Gerais (SEAP-MG)
- Sistema próprio com depósito em conta vinculada
- Cada unidade tem conta específica
- Comprovante deve ser apresentado em visita posterior
Outros estados
Cada estado tem regras próprias. Os mecanismos mais comuns:
- Depósito bancário (Caixa Econômica geralmente)
- Boleto emitido pela SAP estadual
- Sistema online da SAP (alguns estados têm portal próprio)
- Depósito presencial no banco indicado pela unidade
Documentos necessários para cadastrar familiar como depositante
- RG e CPF do familiar
- Comprovante de residência atualizado
- Comprovante de parentesco com o detento
- Carteirinha de visitante (se já tiver)
- Dados completos do detento: nome, matrícula, unidade
O que o detento pode comprar com o pecúlio
- Produtos de higiene pessoal (sabonete, escova, pasta de dente)
- Alimentos não-perecíveis da cantina interna
- Roupas íntimas e meias
- Material de leitura (livros, revistas — varia)
- Material de escrita (caneta, papel)
Cuidados importantes
- NUNCA dê dinheiro em mãos para funcionário/agente — todo depósito é via banco
- Guarde o comprovante de depósito
- Confirme o número de matrícula correto antes de depositar
- Não envie valores muito altos de uma vez (pode chamar atenção)
- Se houver problema (não chegou na conta), procure a Defensoria Pública
Como verificar se o dinheiro chegou
- Na visita: o detento pode confirmar via extrato interno
- Por carta: solicite ao detento que confirme o recebimento
- Por advogado/defensor: ele pode verificar diretamente com a SAP
Conclusão
Enviar dinheiro é uma forma importante de cuidar do familiar preso. Apesar dos preços altos da cantina interna, esses recursos garantem dignidade básica. Cadastre-se corretamente, confirme os dados e mantenha comprovantes — assim o processo flui sem dor de cabeça.






